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Seduc e Fundação Santa Casa formalizam acordo para ampliar ensino de primeiros socorros nas escolas

05/01/2023 12h02 - Autor: Governo do Pará (SECOM) 978 visualizações
Foto: Seduc e Fundação Santa Casa formalizam acordo para ampliar ensino de primeiros socorros nas escolas
Seduc e Fundação Santa Casa formalizam acordo para ampliar ensino de primeiros socorros nas escolas (Foto: Ascom Santa Casa)

Pará pode ser o primeiro estado a incluir o Suporte Básico de Vida na rede de ensino, com treinamento para professores, servidores e estudantes

Está formalizado o Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP), por meio da Diretoria de Ensino da instituição, para ampliação do Projeto de Extensão Santa Casa nas Escolas em toda a rede de ensino do Pará. A medida prevê a inserção de conteúdos sobre Suporte Básico de Vida (SBV), que inclui noções de primeiros socorros, na grade curricular das escolas, com treinamentos direcionados a professores, servidores e estudantes.

Foto: Ascom Santa Casa

Segundo a médica Lena Alencar, diretora de Ensino da Fundação Santa Casa e idealizadora do projeto, “nessa nova etapa o Projeto Santa Casa nas escolas assume o compromisso não só de treinar, mas de capacitação mais ampla e constante com a inserção do conteúdo na grade curricular. Essa medida vai contribuir com o cumprimento da lei que determina a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino, e nós queremos ir além, capacitando também os estudantes”.

Lei Lucas - A base legal citada pela médica é a Lei nº 13.722, de 04 de outubro de 2018, que torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados, de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil em todo o Brasil. É conhecida como “Lei Lucas”, em referência ao menino Lucas Begalli, 10 anos, que faleceu depois de engasgar com alimento em um passeio da escola em Campinas (interior de São Paulo), sem que nenhum membro da equipe escolar tivesse treinamento em primeiros socorros para evitar a tragédia.

Com a execução do projeto, o Pará deve se tornar o primeiro estado brasileiro a institucionalizar o Suporte Básico de Vida em toda a rede pública de ensino.

Santa Casa nas escolas - Iniciado em dezembro de 2019, o Projeto Santa Casa nas Escolas atuou de forma mais concentrada nos estabelecimentos ligados à Unidade Seduc na Escola (USE 04), como as escolas Augusto Meira, Barão do Rio Branco, Ulysses Guimarães e Deodoro de Mendonça. Também atendeu demandas pontuais de escolas e comunidades na Região Metropolitana de Belém.

Foto: Ascom Santa Casa

Com a formalização do Acordo, as capacitações vão alcançar mais instituições, estudantes, servidores e professores de instituições de ensino de todo o Estado, ressalta a pedagoga Creuza Barbosa, assessora da Diretoria de Ensino da Santa Casa. “A expectativa é que o treinamento alcance 55 mil servidores nos 144 municípios do Estado. Para isso, a Seduc vai disponibilizar a estrutura do seu Centro de Formação (Cefor) e suas plataformas virtuais, por meio das quais as capacitações poderão acontecer remotamente", informa.

Além do Suporte Básico de Vida - que passará a ser conteúdo obrigatório -, o Projeto Santa Casa nas Escolas poderá oferecer, quando houver solicitação, orientações sobre vários temas de saúde, como prevenção de gravidez na adolescência e da violência nas escolas, e também empatia e vida, que aborda aspectos relacionados aos dilemas emocionais vividos na adolescência.

Ferramenta pedagógica - Para contribuir com o aprendizado e fixação do conteúdo transmitido nas aulas práticas também foi criada uma revista em quadrinhos, que de forma lúdica explica as técnicas de SBV. O lançamento está previsto para o próximo dia 17 de janeiro, na Santa Casa.

Foto: Ascom Santa Casa

A ferramenta didática, elaborada como resultado do mestrado da médica Lena Alencar, se propõe a ser um facilitador na capacitação. “Reunindo textos diretos e ilustrações. O gibi oferece uma linguagem simples, que facilita a compreensão, podendo alcançar vários públicos”, disse a pedagoga.

 

Texto: Etiene Andrade / Ascom Santa Casa