Seduc realiza aula inaugural para a primeira turma do EJA Campo Médio profissionalizante, em Curuçá
Iniciativa amplia o acesso ao ensino médio nas comunidades rurais para o fortalecimento da educação pública no Pará
No dia 2 de março, a Educação Jovens e Adultos do Campo (EJA Campo) realizou a aula inaugural da primeira turma do município de Curuçá. A atividade ocorreu na Escola Municipal Áurea de Morais e reuniu autoridades, gestores escolares e estudantes da comunidade.
A iniciativa é resultado da parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Diretoria Regional de Ensino (DRE) Castanhal, vinculada à Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc).
A ação amplia o acesso ao Ensino Médio nas comunidades rurais e garante que jovens e adultos possam concluir seus estudos sem a necessidade de deslocamento até a sede de ensino.
A cerimônia contou com a presença da diretora Regional de Ensino, Maria Onice Esteves, do prefeito de Curuçá, Hamilton Brito; da secretária municipal de educação, Laíse Alves; do diretor Paulo Henrique Barbosa, da Escola Raimunda Sena da Silva (unidade sede), à qual a Escola Estadual Rural de Curuçá está anexada, e demais autoridades.

Ampliação do acesso à educação
A implantação da primeira turma de Ensino Médio EJA Campo representa um avanço importante para os estudantes da zona rural, possibilitando que continuem sua formação na própria comunidade. A iniciativa faz parte das ações de interiorização do ensino desenvolvidas pela rede estadual, ampliando oportunidades educacionais para jovens e adultos do campo.
Atualmente, a Escola Estadual Rural de Curuçá conta com mais de 180 alunos matriculados na modalidade, reforçando o compromisso da Seduc em garantir o acesso e a permanência dos estudantes na educação básica.
Segundo o diretor da unidade, Paulo Henrique Barbosa, a implantação da turma representa uma conquista significativa para toda uma região, especialmente para moradores que antes precisavam interromper os estudos após o ensino fundamental.
“Muitos moradores da comunidade, principalmente pescadores e agricultores, concluíam o ensino fundamental e acabavam interrompendo os estudos. Agora eles têm a oportunidade de continuar a formação na própria comunidade, considerando sua realidade e seu modo de vida”, disse.
A chegada do Ensino Médio até a comunidade tem impacto direto na vida dos estudantes, como a do seu Raimundo Lobo dos Santos. Ele conta que participar da aula inaugural foi um momento marcante.
“Fiquei muito feliz e agradecido pela oportunidade. A aula inaugural foi muito incentivadora, com a presença das autoridades, professores e gestores que vieram apresentar como será esse período de estudos. Para mim foi muito gratificante participar desse momento”, destacou o estudante.
Ele também relatou a importância de concluir os estudos sem precisar sair da sua comunidade.
“Agora temos a possibilidade de estudar aqui mesmo, sem precisar deixar nossa família ou nosso trabalho. Isso abre uma oportunidade muito importante para todos nós”, finalizou.
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Ampliação da Educação para comunidades quilombolas
Além da implantação da turma de Ensino Médio EJA Campo, o município também registrou outro marco importante na educação local com a criação da primeira turma de Ensino Médio EJA Quilombola profissionalizante para a comunidade de algodoal.
Após o processo de reconhecimento da comunidade quilombola, os estudantes concluíram, no ano passado, o ensino fundamental por meio da modalidade EJA, ofertada pela rede municipal. A partir dessa demanda, foi articulada junto a Coordenação de Educação do Campo e aos setores responsáveis pelas políticas educacionais, a implantação da turma de Ensino Médio destinada aos estudantes quilombolas.

A aula inaugural foi realizada nesta quinta-feira (5) e representou um momento histórico para a comunidade de algodoal, formada por descendentes de quilombolas ligados ao antigo Mocajuba, um dos maiores mocambos da história da região.
A iniciativa integra as políticas de valorização das comunidades tradicionais e amplia o acesso à educação para populações que historicamente enfrentam dificuldades para garantir esse direito.
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