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Alunos da educação inclusiva de Igarapé-Miri apresentam projeto de sustentabilidade em comunidades ribeirinhas na Febrace, em SP

26/03/2026 15h22 - Autor: Ícaro Zacarias, sob supervisão de Lilian Guedes (Ncom Seduc) 30 visualizações
Foto: Alunos da educação inclusiva de Igarapé-Miri apresentam projeto de sustentabilidade em comunidades ribeirinhas na Febrace, em SP
  Foto: Divulgação

Projeto que propõe o cultivo sustentável do cacau como forma de preservação ambiental é o único da educação especial do Pará na feira

Estudantes da Escola Dalila Afonso Cunha, localizada na Vila Maiauatá, no município de Igarapé-Miri, foram um dos representantes do estado do Pará na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que aconteceu em São Paulo, entre os dias 16 a 21 de março.

O projeto, nomeado “Cacau que cresce, ‘mundo’ que respira e inclusão que floresce”, surge da análise dos impactos ambientais na região de Igarapé-Miri, causados pela abertura de clareiras para a instalação de postes e linhas de transmissão em áreas rurais, propondo o cultivo do cacau como meio sustentável para a recuperação ambiental e a geração de renda em comunidades ribeirinhas da área.

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Na Febrace, o projeto é destaque também por ser o único proveniente do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que representou o estado do Pará no ano de 2026, reforçando a importância da educação inclusiva e do incentivo à produção de ciência e conhecimento no estado. Durante a pesquisa, os estudantes do AEE participaram de todos os processos, sob supervisão das professoras.

Wendson Campelo, um dos estudantes responsáveis pelo projeto, explicou um pouco sobre os impactos positivos do cultivo de cacau. “As árvores de cacau são árvores que melhoram o solo, por conta das suas folhas que caem e umedecem ele, o tornando fértil e úmido, e também são árvores que crescem de 3 a 5 meses, com o tamanho de 8 a 12 metros, fazendo com que o problema do calor, do solo e do ar fiquem bem melhor para a população.”, afirmou.

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A pesquisa, realizada pelos estudantes Samira Silva, Waldiney Ladir e Wendson Campelo e orientada pelas professoras Silvia Ferreira e Ana Cláudia Miranda, também conta com jogos educativos e materiais pedagógicos que conscientizam os alunos sobre a importância da preservação do meio ambiente, voltados principalmente a alunos com deficiência.

O estudante destacou a importância desses materiais para a inclusão de todos os alunos no projeto. “Esse material é extremamente importante para a inclusão, porque mesmo com baixo orçamento nós conseguimos produzi-los e adaptá-los para os nossos alunos. É por isso que o projeto leva esse nome, porque nós encontramos o problema, achamos uma solução e botamos ela em prática.”, relatou Wendson.

O projeto demonstra a importância da educação especial nas escolas para que todos tenham a oportunidade de aprender sobre a preservação ambiental, reforçando o protagonismo e a valorização da participação dos alunos na construção de conhecimento científico para o bem-estar social.


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