DRE Maracanã promove jornada de atividades de conscientização em alusão ao Maio Laranja
Atividades envolvem palestras, rodas de conversa e atendimentos individuais voltados ao combate à exploração e abuso de crianças e adolescentes
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Maracanã, está promovendo uma jornada de atividades em alusão ao Maio Laranja, mês marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, anualmente. As ações iniciaram no último dia 11 e seguem até o dia 28.
A iniciativa conta com atividades diversas, como palestras e rodas de conversa relacionadas ao tema e também atendimentos individuais com pais, responsáveis e alunos. Além de abordarem a questão do abuso infantil, já foi abordado o tema do abuso de substâncias desde a infância e suas consequências.
Ao todo, a campanha contempla mais de 17 escolas da rede pública estadual de ensino, em três municípios diferentes, sendo eles Maracanã, Igarapé-Açu e Magalhães Barata, localizados no nordeste paraense. Mais de 6 mil estudantes da região estão envonvidos nas atividades.

Início
A campanha Maio Laranja foi aberta com a formação "Revelação espontânea no contexto escolar - procedimentos, responsabilidades legais e elaboração de relatórios”, em parceria com o Ministério Público de Igarapé-Açu, o Conselho Tutelar, a Delegacia Civil e o Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, que reuniu mais de 70 servidores da rede estadual de educação para discutir sobre o acolhimento e proteção de crianças em situação de exploração e abuso.
A dirigente da DRE Maracanã, Wilza Moraes, contou um pouco sobre a importância de abordar campanhas como essa dentro do ambiente escolar.
“Cada medida de proteção em que a escola aborda essa temática, buscando garantir os seus direitos, buscando garantir a perfeita conexão da rede de proteção social da criança, ressalta-se a importância e a função social da escola. Além de envolver professores de todas as áreas do conhecimento, também se envolve servidores que desenvolvem as atividades de rotina da escola e a manutenção do ambiente escolar, a equipe técnica e diretores. Todos eles têm um papel importante, porque é depositado no professor, na escola, um lugar seguro. As crianças e adolescentes entendem que ali eles podem revelar suas angústias, buscar ajuda, fazer um relato espontâneo de determinadas situações que ocorrem no ambiente da sua casa, no ambiente doméstico. E a partir desse trabalho de formação e de campanha educativa em torno do Maio Laranja, certamente vai contribuir para que menos crianças e menos adolescentes sejam abusados, sejam silenciados.”, afirmou.

As ações focaram, principalmente na conscientização de pais, responsáveis e dos próprios alunos sobre os tipos de exploração e abuso infantil, reforçando a necessidade de acolher e proteger as crianças e adolescentes, e não formá-las a partir do medo e da violência.
A dirigente também ressaltou a importância da continuidade desse trabalho, seguindo os protocolos desenvolvidos por profissionais em parceria com a Seduc.
“Esse trabalho que não se dá somente no mês de maio, é um trabalho contínuo com os protocolos de prevenção à violência em que o Núcleo Psicossocial atua, mensalmente, trabalhando os protocolos que hoje a SEDUC seguramente desenvolveu junto com psicólogos, assistentes sociais, assessoria do Ministério Público e das organizações de proteção da criança adolescente, fazendo com que a escola cada vez mais torne-se um local seguro, um local de paz, um local de convivência socio-educacional de qualidade e que traz o professor, traz o diretor como também um agente de transformação social, juntamente com as assistentes sociais, com a abordagem psicológica, com os profissionais que atuam no núcleo multiprofissional e psicossocial, desenvolvendo esse trabalho, um trabalho de escuta, um trabalho sensível, então é um trabalho extremamente gratificante.”, relatou
A jornada demonstra o compromisso do Governo do Pará com a construção de um ambiente escolar seguro e acolhedor, contribuindo para o bem-estar e a segurança dos alunos dentro e fora da escola, reforçando a educação como meio de transformação social capaz de combater o abuso, a exploração e as violências.

Dia Mundial
O dia foi instituído no ano 2000 pela Lei Federal 9.970/00, em memória da menina de 8 anos Araceli Cabrera Sánchez Crespo, sequestrada e assassinada na mesma data, mas em 1973, em Vitória, no Espírito Santo. Desde então, o mês é anualmente marcado por uma série de campanhas de conscientização contra os diversos tipos de exploração e abuso infantil.

