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Seduc promove ação de enfrentamento à LGBTfobia e reforça acolhimento nas escolas estaduais

27/05/2026 09h25 - Autor: Amanda Castro (Ncom Seduc) 31 visualizações
Foto: Seduc promove ação de enfrentamento à LGBTfobia e reforça acolhimento nas escolas estaduais
  Foto: Geovana Mourão / Ncom Seduc

Evento reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos e representantes de instituições públicas para debater inclusão, respeito à diversidade e combate à violência no ambiente escolar

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizou, nesta terça-feira (26), em Belém, a “Ação de acolhimento e enfrentamento à LGBTfobia nas escolas”. A programação ocorreu no auditório da secretaria e reuniu gestores escolares, coordenadores pedagógicos e representantes de instituições públicas para discutir estratégias de inclusão, respeito à diversidade e fortalecimento de políticas de acolhimento na rede estadual de ensino.

Promovida pela Diretoria de Diversidade e Inclusão, vinculada à Secretaria Adjunta de Educação Básica (Saeb), a iniciativa integrou a programação alusiva ao Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, celebrado em 17 de maio. O objetivo foi ampliar o debate sobre violência, discriminação e os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ no ambiente educacional.

A diretora de Diversidade e Inclusão da Seduc, Ana Cláudia Neves, destacou que o enfrentamento à LGBTfobia nas escolas exige ações permanentes voltadas à formação, ao diálogo e à garantia de direitos. “Esse processo de garantir direitos dentro da educação não acontece em um único evento. É um trabalho contínuo, de formação, de diálogo e de construção coletiva. Muitos estudantes deixam de permanecer na escola por falta de acolhimento e respeito, e nós precisamos enfrentar isso”, afirmou.

Durante a programação, a diretora ressaltou que a rede estadual vem ampliando iniciativas voltadas à inclusão e ao combate às discriminações nas escolas. Entre as ações desenvolvidas pela Seduc estão o protocolo de enfrentamento ao racismo, que também contempla casos de LGBTfobia no ambiente escolar, além de formações realizadas junto às diretorias regionais de ensino e projetos voltados à escolarização de mulheres trans.

A mesa de abertura reuniu representantes da Seduc, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), da Defensoria Pública do Estado (DPE) e da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), além de gestores escolares e estudantes da rede estadual.

A promotora de Justiça Luziana Barata Dantas, coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público do Pará, destacou o papel da educação na transformação social e no enfrentamento às violências contra a população LGBTQIA+.[

Foto: Geovana Mourão / Ncom Seduc

“Qualquer transformação social passa pela educação. Sem os educadores e formadores, não vamos conseguir construir um mundo melhor para as nossas crianças e para a sociedade. A LGBTfobia, o racismo e o machismo fazem parte da estrutura da sociedade, mas isso não significa que precise continuar assim. É algo que pode ser transformado no dia a dia, com educação e respeito. Nenhuma criança nasce com preconceito. Quando a escola acolhe, respeita e dialoga, ela ajuda a evitar sofrimento e violência”, disse.

Representando o secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, o gerente estadual de Diversidade Sexual e de Gênero da Seirdh, Denilson Silva, reforçou a importância da continuidade das políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+ e da ampliação do diálogo dentro das escolas. “Esse é um momento de educação, mas também de desconstrução. Precisamos garantir um diálogo permanente sobre direitos humanos, especialmente para uma população que historicamente teve direitos violados e a visibilidade comprometida nos espaços educacionais. A escola precisa ser um espaço de acolhimento, respeito e garantia de direitos”, afirmou.

A programação contou ainda com uma mesa-redonda sobre abordagens de enfrentamento à LGBTfobia, reunindo especialistas das áreas da educação, direitos humanos e justiça. Os debates abordaram desafios vivenciados pela população LGBTQIA +, práticas pedagógicas de acolhimento e o papel da escola na promoção da cidadania e da cultura de paz.

Entre os participantes esteve a estudante trans Renata Taylor, do Programa Empodera Mais da Escola Jarbas Passarinho, que representou os estudantes da rede pública durante a programação. “Voltar a estudar foi muito importante para mim, porque durante muito tempo muitas pessoas trans não conseguiam permanecer na escola por falta de acolhimento e respeito. Hoje eu consigo perceber mudanças. A escola está mais segura, mais aberta ao diálogo e existem políticas públicas voltadas para a nossa comunidade, o que faz diferença na vida de muitas meninas trans. A educação é fundamental porque é por meio dela que conseguimos criar oportunidades, garantir dignidade e tirar muitas meninas das ruas. Quando a escola acolhe, ela transforma vidas e mostra que nós também temos direito de sonhar, estudar e construir um futuro”, destacou.

Foto: Geovana Mourão / Ncom Seduc

O evento reforçou a necessidade de fortalecer ações educativas permanentes nas escolas estaduais voltadas à prevenção da violência, ao combate ao preconceito e à promoção de uma educação inclusiva e humanizada.