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Governo desenvolve projetos ambientais em escolas e incentiva responsabilidade com o futuro do planeta

07/05/2026 09h03 - Autor: Giovanna Abreu (SECOM) 40 visualizações
Foto: Governo desenvolve projetos ambientais em escolas e incentiva responsabilidade com o futuro do planeta
  Foto: João Caio / Ag. Pará

A Escola Estadual Lucy Corrêa de Araújo, em Ananindeua, está inserida na Política Pública de Educação para o Meio Ambiente, que incentiva a visão crítica entre os estudantes

A produção de sabão ecológico é uma das iniciativas desenvolvidas na Escola Estadual Lucy Corrêa de Araújo, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), como parte da Política Pública de Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, implantada pelo governo do Pará. O projeto envolve cerca de 60 alunos, dos ensinos Fundamental e Médio.

A estudante Cássia Vasconcelos, 16 anos, uma das participantes, reflete sobre as consequências para o planeta das ações que degradam impostas pelo homem. 

Segundo Cássia, “ter uma disciplina de educação ambiental e projetos que nos fazem refletir sobre a nossa responsabilidade com o nosso futuro no planeta é fundamental. Participar de projetos ambientais, como a produção de sabão, além de falar de reciclagem na prática e incentivar o interesse dos alunos, provoca a multiplicação desse conhecimento para além dos muros da escola. Dividimos os conhecimentos com nossas famílias e amigos”, conta a aluna. 

A professora de Biologia Rosicleide Mota, responsável pelo projeto, explica que a iniciativa é um convite aos estudantes para que desenvolvam visão crítica a olhar para o entorno da comunidade escolar, identificando os impactos socioambientais. “Juntos, buscamos soluções sustentáveis para contribuir com o meio ambiente. A ideia de trabalhar com o sabão 100% biodegradável nasceu dessas discussões interdisciplinares, que envolvem Biologia, Geografia, Química e Matemática. O foco é que os alunos construam o conhecimento, por meio de projetos, enquanto protagonistas do processo de ensino-aprendizagem”, ressalta Rosicleide Mota.  

Foto: João Caio / Ag. Pará

PioneirismoHá mais de dois anos, o Pará se destaca pelo pioneirismo ao adotar, obrigatoriamente, o componente de Educação Ambiental em todas as etapas de ensino nas escolas públicas estaduais, o que reforça o compromisso do Governo, por meio da a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em promover políticas educacionais que visam difundir mais informações necessárias à conservação do meio ambiente, fortalecendo a sustentabilidade no território paraense.

“A chegada da disciplina de Educação Ambiental às escolas tem o poder de potencializar e fortalecer discussões que fazem com que os nossos alunos parem de olhar o ambiente como algo que está fora da nossa sociedade, e percebam que eles fazem parte de tudo isso. A construção de um olhar mais crítico e responsável com o meio ambiente faz a diferença para a construção de um futuro”, garante Brenda Costa, técnica em Apoio Pedagógico da Diretoria Regional de Ensino (DRE) II, em Ananindeua.

A aluna Anna Laura Conceição, 15 anos, que participa há um ano do projeto de produção de sabão ecológico, considera a iniciativa como fundamental para entender como a população pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das futuras gerações.

“O projeto é bastante interessante, já que nos incentiva a pensar e ter novas atitudes, que podem ser ‘pequenas’, mas que fazem a diferença para a sociedade, como dar novo destino para o óleo de cozinha, que normalmente jogamos fora, de forma equivocada, e poluímos o meio ambiente. Aprendemos aqui que certos comportamentos simples podem ter grandes impactos para o meio em que vivemos”, acrescenta a estudante. 

Foto: João Caio / Ag. Pará

Produção de conhecimento em Abaetetuba Entre os projetos desenvolvidos no município de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, Nordeste paraense, ganham destaque: “Experiências e Vivências de Educação Ambiental nas águas do Rio Paramajó”; “Caminhos da COP”, na comunidade do Ramal do Maúba, e “Entre Rios e Redes: educação, cultura e sustentabilidade no Rio Maúba”. 

“Os alunos participam ativamente de todas as etapas dos projetos desenvolvidos, subsidiando o planejamento, atuando na organização, mobilização e na execução das ações. Mas, também sendo emulados com palestras, oficinas e capacitações ofertadas, despertando na práxis uma consciência socioambiental na defesa dos seus territórios e modos de vida, tornando-se multiplicadores de princípios, como agroecologia, produção orgânica livre de veneno, restauração de ecossistemas, preservação, bem-viver”, destaca o professor José Raul Louzada, que atua no Sistema de Organização Modular de Ensino (Some), na Escola Rural de Abaetetuba.

Foto: João Caio / Ag. Pará

Aluno do 2º ano do Ensino Médio da unidade, João Pedro Costa, 16 anos, celebra a oportunidade de crescimento ao participar das iniciativas ambientais. “Aprendo, cada vez mais, sobre sustentabilidade, conservação dos recursos naturais, e como as atitudes humanas influenciam diretamente o meio ambiente, especialmente na Amazônia. É enriquecedor porque vai além da teoria, e traz a prática para o nosso dia a dia, desenvolvendo a consciência sobre o nosso papel para a preservação do meio ambiente”, conta João Pedro.

Mais projetos – As escolas estaduais já desenvolveram mais de 200 projetos na área de Educação Ambiental, com destaque para a "Placa de Controle Térmico de Caroço de Açaí”, realizado na Escola Salesiana do Trabalho; "Eco Bag", desenvolvido pelos alunos da Escola Cordeiro de Farias; “Perfume de Priprioca”, desenvolvido pelos estudantes da Escola Aníbal Duarte, e "Biojoias e Sabão Ecológico", da Casa da Criança Santa Inês.